Durante a vida da mulher, as mamas sofrem certas modificações que alteram seu volume, forma, posição e também a sua textura. Os períodos mais críticos, para estas modificações, são durante a gravidez, pós-parto e na menopausa.

As mamas têm atribuições estéticas, sexuais, psicológicas e maternais, assim, qualquer alteração na sua forma e tamanho pode ocasionar graves seqüelas psicológicas. O desejo de modificá-las gera um grande número de consultas aos cirurgiões plásticos.

PROCEDIMENTO CIRÚRGICO

Os tipos de implantes são: implante de silicone ou prótese de silicone – mais usado na cirurgia plástica por ser inerte ao organismo e, hoje, preenchidos com gel de silicone de alta coesividade (não permite migração do silicone, o que ocorria antigamente com o silicone mais fluido). Implantes salinos expansíveis – preenchidos com solução salina, deixam aspecto menos natural e expandem preferencialmente o pólo inferior da mama.

Classificação dos implantes (próteses de mama) segundo a superfície: lisos – superfície dos primeiros implantes (ocorria muitas vezes a contratura capsular). Rugosos – implantes texturizados e implantes revestidos por poliuretano. Os implantes rugosos são os que têm menores índices de contratura capsular.

Classificação dos implantes segundo a forma: redondos – têm os de perfil alto (maior projeção das mamas) e os de perfil baixo. Anatômicos – apresentam formato de gota, conferindo aspecto mais natural as mamas.

As incisões: areolar – muito freqüente na Europa, realiza-se uma incisão no limite entre a parte inferior da aréola e a pele; a aréola tem que ter um diâmetro grande para utilizar este método. Submamária – muito freqüente no Brasil, é a mais utilizada pelos cirurgiões.

Através de uma incisão de aproximadamente 4 cm no sulco submamário, abaixo da mama, insere-se a prótese. Axilar – através de incisões na axila, embaixo do braço, utiliza-se a videocirurgia. Pode ocorrer alargamento das cicatrizes e alteração na posição dos implantes, acarretando assimetria entre as mamas. Umbilical – através do umbigo, muito pouco utilizada atualmente.

Locais de colocação do implante: retroglandular – atrás da glândula mamária. Retromuscular – atrás do músculo peitoral maior, utilizado quando a paciente não tem tecido mamário e gordura para cobrir adequadamente a prótese.

Tipos de anestesia que pode ser utilizada para a colocação de prótese mamária: local com sedação, peridural e geral.

PÓS-OPERATÓRIO

Complicações que podem ocorrer após a cirurgia: são raras porém é importante relatá-las, infecção, hematomas, contratura capsular, assimetrias, alteração na sensibilidade das mamas e alterações nas cicatrizes.

RESULTADO

As pessoas que fazem esta cirurgia melhoram a projeção das mamas e o colo (parte medial das mamas), além da auto-estima e suas relações interpessoais.