Blefaroplastia: Cirurgia das Pálpebras

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A Blefaroplastia é a cirurgia para tratar o excesso de pele e de bolsas de gordura das pálpebras

A cirurgia pode ser realizada apenas com anestesia local ou em associação com sedação leve, onde o paciente não sente dor e fica tranquilo durante o procedimento.

As pálpebras são divididas, anatomicamente, em pálpebras superiores e inferiores. As pálpebras superiores possuem mobilidade e recobrem os globos oculares. Em cada globo ocular, existem duas bolsas de gordura nas pálpebras superiores e três bolsas de gordura nas pálpebras inferiores. Acima das pálpebras superiores, temos os supercílios, que emolduram as áreas dos olhos, e são muito importantes na caracterização individual da face. Existem delgados músculos que tracionam os supercílios para cima e para baixo em perfeito equilíbrio e influenciam na posição final do mesmo. Com o envelhecimento, ocorrem alterações locais causadas, principalmente, pela flacidez de pele.

As pálpebras têm função de proteção do globo ocular e de manter a lubrificação dos olhos. As pálpebras superiores ocluem os olhos quando estamos dormindo e não permitem que ocorram os olhos secos e úlceras de córnea, sendo uma estrutura complexa e delicada.

As bolsas adiposas funcionam como coxim que suportam e permitem o correto posicionamento dos globos oculares. As pálpebras, do ponto de vista estético, harmonizam a face e mudanças progressivas que ocorrem com o envelhecimento podem afetar, significativamente, o semblante de uma pessoa. As bolsas de gordura das pálpebras, principalmente as localizadas nas pálpebras inferiores, que com o tempo tornam-se mais visíveis, podem dar um aspecto de cansado em uma pessoa e é um queixa frequente no consultório de cirurgia plástica.

O excesso de pele ocorre, progressivamente e, a partir dos 40 anos de idade, fica visível como uma dobra de pele nas pálpebras superiores. Existem pessoas que possuem uma doença chamada cutis laxa e apresentam esta flacidez nas pálpebras mais precocemente. O excedente de pele nas pálpebras superiores, em alguns casos, pode atrapalhar o campo visual e a pessoa tem que olhar de baixo para cima para atenuar este problema. Não é raro em orientais e caucasianos com idade avançada e que nunca se submeteram a uma blefaroplastia.

As pálpebras inferiores podem se tornar muito flácidas em pessoas idosas e até se desacoplarem das bordas inferiores dos globos oculares, o que é chamado de ectrópio senil. A blefaroplastia pode ser realizada isoladamente nas pálpebras superiores ou conjuntamente com as pálpebras inferiores.

O diagnóstico correto é realizado no exame físico durante consulta médica. Podemos observar queda ou ptose dos supercílios associada, o que ocorrem em cerca de metade dos pacientes com idade acima dos 50 anos com queixa de flacidez de pálpebras superiores. A blefaroplastia é indicada para o tratamento de flacidez cutânea das pálpebras superiores e inferiores e tratamento ou melhor, na remoção parcial das bolsas de gordura das pálpebras inferiores.

A blefaroplastia pode ser associada à elevação cirúrgica dos supercílios em caso de queda senil dos mesmos, harmonizando o terço superior da face e suavizando as marcas da idade de forma sutil e anatômica.

Tratamentos complementares, como a aplicação de toxina botulínica na região frontal (testa) e “pés de galinha”, que são as rugas dinâmicas na lateral das órbitas oculares, são avaliadas em cada paciente e, assim, o tratamento é individualizado, mais efetivo e com alto índice de satisfação dos pacientes. Pode-se associar o laser no tratamento das pálpebras inferiores, preenchimentos injetáveis co substâncias biocompatíveis, como o ácido hialurônico, em caso de olhos encovados e olheiras de difícil tratamento. Podem ser aplicadas vitaminas e outros ativos para a melhora da região.

Portanto, a blefaroplastia é uma cirurgia que melhora a autoestima das pessoas tornando-as com aspecto mais jovial e com importância funcional, removendo o excedente de pele das pálpebras superiores e reposicionando as pálpebras inferiores. A cirurgia é realizada de forma ambulatorial, ou seja, após a recuperação o paciente retorna a sua casa no mesmo dia. Importante salientar que a cirurgia deve ser executada com destreza, habilidade e experiência. As complicações são raras, mas, quando ocorrem, são de difícil resolutividade. Exemplo é a remoção de pele acima do necessário e a consequente exposição do globo ocular ao dormir. A blefaroplastia pode ser repetida caso haja necessidade e os resultados podem durar de 8 a 10 anos, ou talvez mais. As cicatrizes são quase imperceptíveis e ficam escondidas e camufladas nas dobras naturais das pálpebras.

Dr. Marcello Peron Rosa e Dra. Cláudia Dória Peron Rosa para Revista Ala Vip número 180 Ano XVII.